kajy
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Frederick amava o seu jardim, quase tanto quanto amava matar. Ele gastava horas de sua semana regando, cortando, e nutrindo o gramado e os canteiros. Tinha muito orgulho de ter, sem dúvida nenhuma, o maior e mais impressionante jardim da cidade.
Era maio e Frederick estava torcendo para que nas semanas seguintes, fosse escolhido pela Associação de Entusiastas de Jardim como o melhor jardineiro amador da área pelo sexto ano seguido.
Ele sabia que, uma vez que os juízes começassem a avaliar os jardins, podiam chegar em qualquer dia sem nenhum aviso prévio - visitas surpresas eram a especialidade deles - mas estava confiante que seus arranjos florais e sua grama intocada seriam mais uma vez os melhores. Tudo que tinha que fazer era sabotar seus rivais durante a noite, usando um pouco de um determinado produto químico que matava plantas. É claro que sabia que ganharia de qualquer jeito, mas também não queria dar sorte ao azar.
Tudo seria perfeito, contanto que as coisas não saíssem do controle, como havia acontecido dois anos antes. Lucy Rindridge tinha cuidado e produziu naquele ano um maravilhoso jardim na parte da frente de sua casa. Até Frederick admitia que o que ela tinha feito era de se orgulhar, enquanto olhava as exuberantes tulipas, rosas, cravos e sorria enquanto conversava com Lucy; enquanto na verdade pensava em sua cabeça: "Não posso deixar uma negra me vencer".
Uma semana depois do julgamento, ele fez o que tinha de fazer. Foi difícil não levantar suspeitas, é claro. As vítimas de Frederick sempre eram aquelas que ele achava que não fariam falta; mendigos, andarilhos, imigrantes ilegais, mas sua especialidade eram os "fujões" - é muito fácil manipular crianças.
Lucy Rindridge era diferente.
Ela era conhecida, tinha amigos que moravam perto e uma filha que estava fora da cidade. Frederick não tinha pensado em matá-la inicialmente, só queria envenenar o jardim; ensinar a ela a lição de não se meter com ele ou ter esperanças de ganhar no território dele. Mas quando ela chegou mais cedo que o esperado naquela noite, quando ele estava dando uma mijada no jardim dos fundos depois de despejar a última garrafa de produtos químicos em uma das roseiras, o sentimento de compulsão que Frederick tentava reprimir começou a se agitar dentro dele.
Ele sentiu esse sentimento estranho pela primeira vez quando tinha onze anos. O cachorro do vizinho tinha entrado no jardim da casa dele e começou a cavar e destruir a Flor-de-Lis-da-Sibéria premiada de sua mãe. É claro que Frederick não podia deixar que uma criatura tão nojenta quanto aquela destruísse o trabalho maravilhoso de sua mãe. Sem pensar, esmagou o crânio do animal com uma pedra do jardim. Imediatamente, ficou intoxicado com um desejo quase que luxurioso que só conseguia ser satisfeito com a morte. Sendo criativo como era, rapidamente ele desenvolveu uma habilidade para não ser descoberto, um talento que ele se orgulhava quase tanto quanto se orgulhava de seu jardim.
Uma vez que esses sentimentos começassem a borbulhar dentro dele, Frederick não conseguia resistir a oportunidade de usar a pobre e velha Lucy Rindridge. "Menos um negro na vizinhança", ele pensou enquanto esperava do lado de fora, escondido pela escuridão. Foi muito fácil; a senhora tinha deixado a porta dos fundos destrancada. Enquanto entrava furtivamente na casa, Frederick encontrou sua presa na sala de estar. A casa consistia em uma acumulação de objetos de uma longa vida, peças de cerâmica, estatuetas estranhas, um relógio antiquado, fotos de família e amigos que já haviam morrido a muito tempo; o lugar lembrava muito a casa da avó dele - a vadia sem coração!
Ele se arrastou lentamente até a o braço da poltrona de Lucy Rindridge, cada passo acompanhado pelo sentimento crescente de excitação borbulhando dentro dele. A bruxa velha não tinha ideia do que estava por vir, e Frederick mal podia esperar para ver o medo e a dor nos olhos dela enquanto tirava a vida dela com as próprias mãos.
Circulou a poltrona, se movendo rapidamente, mas ficou extremamente desapontado com o que tinha sido presenteado. A velha estava doente. Ela devia ter voltado mais cedo da sua noite de bingo porque estava mal e, estava claro que mesmo sem o "trabalho manual" de Frederick, Lucy Rindridge não ficaria muito mais tempo nesse mundo. Ela o encarou, com dificuldade para respirar, enquanto apontava para o telefone residencial que estava em uma mesinha próxima; implorando por compaixão com seus olhos silenciosos.
Frederick começou a rir incontrolavelmente.
"Ah, você quer que eu chame uma ambulância?" ele zombou enquanto pulava alegremente em direção ao telefone. Levantou-o do gancho e colocou na orelha: "Alô, é do hospital? Será que vocês pode vir até a casa 68?" Ele se virou para a senhora indefesa "É 68, não é querida?", e depois voltou para sua conversa fictícia, "sim, 68, Avenida Dupin. Por favor, venham rápido, ou eu acho que essa pobre e indefesa velha preta não vai sobreviver". Batendo com força o telefone no gancho, Frederick continuou a rir loucamente enquanto cambaleava de forma jovial até a poltrona dela.
Olhando em direção a senhora que agora tinha os olhos completamente marejado, Frederick se inclinou, sussurrando na olha direita dela. "Eu sinto muito, querida, mas o seu tipo não pertence a esse lugar, se eu pudesse queimaria todos vocês, como antigamente. Mas como minha mãe dizia 'você tem que se virar com o que Deus te dá', e nesse caso, Deus me deu isso".
Frederick olhou para suas mãos protegidas com luvas de couro com um sorriso que ia de orelha à orelha. Circulando a garganta da mulher indefesa com seus dedos, apertando com toda força que podia, sentiu uma imensa satisfação correndo por seu corpo.
Assim que as lágrimas desciam pelo rosto de Lucy e a luz sumia de seus olhos, Frederick riu sozinho e sussurrou: "A propósito, envenenei seu jardim também. Parece que vencerei esse ano novamente". Ele cerrou seus dentes, perdendo a compostura por um segundo e chacoalhou violentamente o corpo da velha, segurando-a pelo pescoço.
"Bem como deveria ser"
Ela estava morta e Frederick aliviado.
Era maio e Frederick estava torcendo para que nas semanas seguintes, fosse escolhido pela Associação de Entusiastas de Jardim como o melhor jardineiro amador da área pelo sexto ano seguido.
Ele sabia que, uma vez que os juízes começassem a avaliar os jardins, podiam chegar em qualquer dia sem nenhum aviso prévio - visitas surpresas eram a especialidade deles - mas estava confiante que seus arranjos florais e sua grama intocada seriam mais uma vez os melhores. Tudo que tinha que fazer era sabotar seus rivais durante a noite, usando um pouco de um determinado produto químico que matava plantas. É claro que sabia que ganharia de qualquer jeito, mas também não queria dar sorte ao azar.
Tudo seria perfeito, contanto que as coisas não saíssem do controle, como havia acontecido dois anos antes. Lucy Rindridge tinha cuidado e produziu naquele ano um maravilhoso jardim na parte da frente de sua casa. Até Frederick admitia que o que ela tinha feito era de se orgulhar, enquanto olhava as exuberantes tulipas, rosas, cravos e sorria enquanto conversava com Lucy; enquanto na verdade pensava em sua cabeça: "Não posso deixar uma negra me vencer".
Uma semana depois do julgamento, ele fez o que tinha de fazer. Foi difícil não levantar suspeitas, é claro. As vítimas de Frederick sempre eram aquelas que ele achava que não fariam falta; mendigos, andarilhos, imigrantes ilegais, mas sua especialidade eram os "fujões" - é muito fácil manipular crianças.
Lucy Rindridge era diferente.
Ela era conhecida, tinha amigos que moravam perto e uma filha que estava fora da cidade. Frederick não tinha pensado em matá-la inicialmente, só queria envenenar o jardim; ensinar a ela a lição de não se meter com ele ou ter esperanças de ganhar no território dele. Mas quando ela chegou mais cedo que o esperado naquela noite, quando ele estava dando uma mijada no jardim dos fundos depois de despejar a última garrafa de produtos químicos em uma das roseiras, o sentimento de compulsão que Frederick tentava reprimir começou a se agitar dentro dele.
Ele sentiu esse sentimento estranho pela primeira vez quando tinha onze anos. O cachorro do vizinho tinha entrado no jardim da casa dele e começou a cavar e destruir a Flor-de-Lis-da-Sibéria premiada de sua mãe. É claro que Frederick não podia deixar que uma criatura tão nojenta quanto aquela destruísse o trabalho maravilhoso de sua mãe. Sem pensar, esmagou o crânio do animal com uma pedra do jardim. Imediatamente, ficou intoxicado com um desejo quase que luxurioso que só conseguia ser satisfeito com a morte. Sendo criativo como era, rapidamente ele desenvolveu uma habilidade para não ser descoberto, um talento que ele se orgulhava quase tanto quanto se orgulhava de seu jardim.
Uma vez que esses sentimentos começassem a borbulhar dentro dele, Frederick não conseguia resistir a oportunidade de usar a pobre e velha Lucy Rindridge. "Menos um negro na vizinhança", ele pensou enquanto esperava do lado de fora, escondido pela escuridão. Foi muito fácil; a senhora tinha deixado a porta dos fundos destrancada. Enquanto entrava furtivamente na casa, Frederick encontrou sua presa na sala de estar. A casa consistia em uma acumulação de objetos de uma longa vida, peças de cerâmica, estatuetas estranhas, um relógio antiquado, fotos de família e amigos que já haviam morrido a muito tempo; o lugar lembrava muito a casa da avó dele - a vadia sem coração!
Ele se arrastou lentamente até a o braço da poltrona de Lucy Rindridge, cada passo acompanhado pelo sentimento crescente de excitação borbulhando dentro dele. A bruxa velha não tinha ideia do que estava por vir, e Frederick mal podia esperar para ver o medo e a dor nos olhos dela enquanto tirava a vida dela com as próprias mãos.
Circulou a poltrona, se movendo rapidamente, mas ficou extremamente desapontado com o que tinha sido presenteado. A velha estava doente. Ela devia ter voltado mais cedo da sua noite de bingo porque estava mal e, estava claro que mesmo sem o "trabalho manual" de Frederick, Lucy Rindridge não ficaria muito mais tempo nesse mundo. Ela o encarou, com dificuldade para respirar, enquanto apontava para o telefone residencial que estava em uma mesinha próxima; implorando por compaixão com seus olhos silenciosos.
Frederick começou a rir incontrolavelmente.
"Ah, você quer que eu chame uma ambulância?" ele zombou enquanto pulava alegremente em direção ao telefone. Levantou-o do gancho e colocou na orelha: "Alô, é do hospital? Será que vocês pode vir até a casa 68?" Ele se virou para a senhora indefesa "É 68, não é querida?", e depois voltou para sua conversa fictícia, "sim, 68, Avenida Dupin. Por favor, venham rápido, ou eu acho que essa pobre e indefesa velha preta não vai sobreviver". Batendo com força o telefone no gancho, Frederick continuou a rir loucamente enquanto cambaleava de forma jovial até a poltrona dela.
Olhando em direção a senhora que agora tinha os olhos completamente marejado, Frederick se inclinou, sussurrando na olha direita dela. "Eu sinto muito, querida, mas o seu tipo não pertence a esse lugar, se eu pudesse queimaria todos vocês, como antigamente. Mas como minha mãe dizia 'você tem que se virar com o que Deus te dá', e nesse caso, Deus me deu isso".
Frederick olhou para suas mãos protegidas com luvas de couro com um sorriso que ia de orelha à orelha. Circulando a garganta da mulher indefesa com seus dedos, apertando com toda força que podia, sentiu uma imensa satisfação correndo por seu corpo.
Assim que as lágrimas desciam pelo rosto de Lucy e a luz sumia de seus olhos, Frederick riu sozinho e sussurrou: "A propósito, envenenei seu jardim também. Parece que vencerei esse ano novamente". Ele cerrou seus dentes, perdendo a compostura por um segundo e chacoalhou violentamente o corpo da velha, segurando-a pelo pescoço.
"Bem como deveria ser"
Ela estava morta e Frederick aliviado.
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