O anel na verdade não tinha uma aparência muito impactante - uma joia dourada que não parecia ser valiosa aos olhos, mesmo que tivesse uns desenhos - mas era o afeto que ela tinha inconscientemente sob a peça que importava à Frederick. Enquanto ele observava a garota passar a mão e dedos por cima, o sentimento de desejo, euforia, aquela excitação subiu a sua cabeça novamente. A cada toque, a vontade dele de por as mãos em volta da garganta dela e arrancar a vida vagarosamente fazia seu coração pulsar fortemente enquanto seus dentes se cerravam.
De repente ela parou de falar, notando que Frederick estava olhando para o anel e que estava obviamente perturbado por causa daquilo. "Desculpa, estou te distraindo?" Ela parou de brincar com a joia, mas a apreensão só deixou-o com mais desejo.
"Não, de modo algum". Frederick respirou fundo e se encostou de volta em sua cadeira.
Não importava o quando ele desejava esmagar aquela bela garganta, não importava o quando ele ansiava ver o olhar de horror no rosto dela enquanto tirava a vida de seu pequeno corpo, sabia que nunca poderia matá-la dentro de sua própria casa. Isso seria amador. O medo de ser pego era emocionante, mas a realidade do que aconteceria era uma perspectiva aterrorizante. Ele sabia muito bem o que acontecia com pessoas como ele na cadeia, especialmente quando ele tinha feito algo a mais do que só matar as vítmas - homens, mulheres ou crianças.
Se inclinando para a frente, Frederick perguntou, " Então é Caridade FAR? O que é FAR?"
"O Fundo de Apoio aos Romanis" ela respondeu, meio confusa que ele não estivera ouvindo esse tempo todo.
"Romanis, tipo os ciganos?" Frederick perguntou severamente.
"Sim, exatamente. Você sabe, muitos ciganos viajantes são perseguidos, só por conta de suas crenças e nós fazemos tudo que podemos para combater isso levantando fundos para as tradições ciganas. Nós tentamos ajudar a sociedade ver que não precisam ter medo dos viajantes." Ela sorriu, mas nãos conseguia esconder seu desconforto, ou preocupação. Era óbvio que percebia algo estranho sobre seu anfitrião.
O brilho de medo excitou Frederick profundamente. Mas foi e juntando com uma raiva crescente; uma combinação potente em qualquer caso. "Você quer que eu dê dinheiro para aqueles imundos?" Ele perguntou com raiva.
"Nós só estamos tentando acabar com o preconceito!" a garota respondeu, com a voz tremendo. Então, cometeu um erro fatal. Em um breve momento de coragem ela se levantou, olhou para Frederick diretamente nos olhos e falou "Nosso povo merece ser tratado melhor que..."
Frederick levantou com raiva de sua cadeira, gritando entre os dentes "Cigana imunda na minha casa?"
Segurou a garganta dela com uma mão e apertou forte enquanto usava a outra mão para socá-la. O som da cartilagem estalando a cada golpe, o nariz quebrando em vários lugares, abafando o som que a menina fazia enquanto tentava gritar, mas Frederick não daria a ela esse luxo.
Ele não parou. Depois de espancar a pobre menina por vários minutos seguidos, finalmente a raiva dele começou a se dissipar. Ela estava morta e irreconhecível. Claro que ele não sentia remorso, de fato estava sorrindo sozinho, eufórico e com prazer correndo por suas veias. Mas então a realidade veio a tona; havia matado alguém dentro de sua própria casa. Outra regra quebrada!
O pânico tomou conta. O chão estava coberto de sangue, assim como a poltrona que ela antes estava sentada. O DNA dela estava por todo o lugar. Frederick tentou se acalmar, para pensar mais claramente. Era mais inteligente que isso, muito mais! Tudo teria que sumir dali, o carpete, a cadeira; até o papel de parede do corredor. Tudo que ele a viu tocando ou pode ter tocado teria de ser trocado.
Mas e o corpo? Isso não seria simples como as outras coisas. Teria que se livrar dele de algum jeito.
Depois de acalmar seus nervos, Frederick arrastou o corpo da menina pelo corroedor, o cabelo antes loiro agora encharcado de sangue, seu rosto totalmente desfigurado. Não sentia remorso, nem pena, nem culpa. Arrastando a menina em direção ao banheiro, ocasionalmente sentia o estalo ou alongamento dos ligamentos enquanto a puxava. Ofegante e com um certo esforço, jogou o cadáver dentro de uma banheira branca de porcelana. Agora o banheiro teria de ser eliminado também.
Para que não houvesse suspeitas, teria que cortar o corpo e sair pouco a pouco com os pedaços e enterrar em algum lugar. No galpão do jardim haviam um machado e uma serra que sabia que dariam conta do trabalho. Coberto de sangue, Frederick teve de tomar um banho rápido para poder ir para a rua e pegar as ferramentas necessárias, em caso de alguém o ver. Teria de ser muito cuidadoso daqui pra frente se quisesse se livrar dessa bagunça.
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